Revista Ave Maria

Artigos da revista › 26/04/2017

Vencer a hipertensão reduz os riscos cardiovasculares

shutterstock_162433061A hipertensão arterial, que muitas vezes acomete as pessoas sem que elas se deem conta disso e dos riscos que estão correndo, é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio, e dos acidentes vasculares cerebrais (AVCs), mais conhecidos como derrames. Dada a gravidade desses problemas é fundamental controlar periodicamente a pressão, bem como manter hábitos cotidianos saudáveis, prevenindo, assim, a sua ocorrência. Portanto, controle médico pelo menos anual é muito importante. A hipertensão não costuma apresentar sintomas pronunciados. Por isso, mais da metade dos casos é diagnosticada somente a partir de 55 anos. Essa disfunção acomete principalmente homens a partir dos 40 anos. As mulheres costumam apresentar mais incidência na menopausa, quando perdem a proteção do hormônio estrógeno. No Brasil, a chamada pressão alta atinge cerca de 30% dos habitantes adultos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Trata-se, assim, de um índice epidemiológico expressivo, que deve servir de alerta para todos quanto ao significado da prevenção. Dentre as causas principais da hipertensão alimentação, consumo excessivo de sal e de álcool, vida sedentária, tabagismo e estresse. Doenças orgânicas ou distúrbios hormonais são responsáveis somente por 5% dos casos. Há, ainda, o fator hereditário. Pessoas cujos pais são hipertensos têm 30% de chances “herdar” a doença. Assim, quando houver casos na família, os cuidados preventivos devem ser ainda mais enfatizados.

Para que se possa procurar ajuda médica é importante conhecer os sintomas que podem indicar a ocorrência de hipertensão: dor de cabeça e na nuca, tonturas, enjoo e falta de ar. Quanto mais rápida for a busca por atendimento, menor será o risco de ocorrência de um problema cardíaco ou AVC. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a pressão seja medida a cada quinze dias no caso de hipertensos e pessoas sob risco. Embora haja diferenças de pessoa para pessoa, a média de normalidade é de doze por oito. No caso de a pressão alta superar catorze, a hipertensão precisa ser sempre tratada, pois, associada a outros problemas, como tabagismo, colesterol e triglicérides altos, causa estreitamento, obstruções e entupimento dos vasos. Nesses casos, pode levar ao infarto do miocárdio. No cérebro, pode ocorrer o rompimento de uma veia, ocorrendo um AVC, que pode ser dos tipos isquêmico ou hemorrágico. O primeiro é causado por obstrução ou entupimento de um vaso; o segundo, mais grave, é o hemorrágico, que ocorre quando um ou mais vasos rompem-se, causando sangramento. Além disso, a hipertensão também pode provocar a paralisação dos rins. Hábitos diários saudáveis ajudam muito a evitar a hipertensão.

Nesse sentido, são fundamentais alimentação equilibrada, com pouco sal, consumo responsável e moderado de álcool, bom sono e exercícios físicos, que devem ser sempre feitos após avaliação médica. Quem estiver acima do peso e aqueles que fumam devem fazer todo o esforço para emagrecer e abandonar o tabagismo.Toda essa atitude perante a vida será recompensada pela redução expressiva do risco de ter pressão alta.

É preciso considerar que o estresse, uma das causas da hipertensão, é de difícil controle, em especial num momento de crise como o enfrentado pelo Brasil, no qual as tensões são grandes no trabalho e na rotina das pessoas. Porém, controlar todos os demais fatores depende exclusivamente da vontade de cada um de evitar um problema que poderá ter sérias consequências para a saúde.

Artigo de autoria do cardiologista, Dr. Rogério Krakauer.

Texto extraído da seção “Viva Melhor” da Revista Ave Maria – Edição Abril/2017.

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.