Revista Ave Maria

Artigos da revista › 01/01/2020

Planejamento Familiar

Fim e começo de ano são tempos de fazer planos e planejamento. Ao término do ano, fazemos um balanço do ano que passou e planejamos o ano vindouro. Começar o ano com tudo planejado dá mais segurança e, estatisticamente, há mais possibilidades de acertos.

Se nós queremos um ano bom, que tudo caminhe bem, planejar é preciso. Planejar não é fazer previsões, mas organizar as coisas e situações de modo concreto, com os “pés no chão”, para que tudo transcorra bem, sem querer dar um passo maior do que a perna, ou viajar em sonhos e fantasias como se tudo acontecesse num passe de mágica. Porém, mesmo planejando, há imprevistos e situações que podem não dar certo e é preciso estar ciente disso.

Sendo assim com as coisas práticas da vida, não é diferente com o planejamento familiar. Família é algo muito sério para ser construída sem planejamento, apenas tendo como foco os filhos. Porém, quando se fala de planejamento familiar, pensa-se logo no número de filhos que um casal pretende ter e o que fazer para evitar gravidez indesejada. Todavia, planejamento familiar não é somente isso. Planejamento familiar envolve muitas outras coisas que vão além do número de filhos. É claro que planejar o número de filhos é importante, mas planejar outras coisas também é igualmente importante.

Assim sendo, duas pessoas, antes de viver juntas, deveriam planejar essa união. O primeiro planejamento deveria ser sobre o Matrimônio e eu não me refiro aqui à cerimônia do casamento, mas ao significado do Sacramento do Matrimônio. Não é porque um número grande de pessoas, hoje em dia, vai viver junto sem o Sacramento do Matrimônio que você, que pretende construir uma família, deve fazer igual. Comece a ser diferente por aí.

Busque unir-se ao seu cônjuge com o Sacramento do Matrimônio. Esse é o primeiro passo para uma família abençoada.

Depois, planeje uma estrutura de família que possibilita que vocês vivam com certa dignidade: tenha uma casa própria. Diz o ditado que “quem casa quer casa”. A casa é fundamental para a edificação de um lar com certa segurança. Se o casal adquire uma casa antes de se casar, já se tem certa segurança. Casar e ir morar com a sogra já é um pedido para o casamento não dar certo. A privacidade de um casal é fundamental. Em seguida, busquem mobiliar essa casa antes. Não esperem que os convidados do seu casamento lhe deem toda a mobília da casa. Eles até podem lhe dar algumas coisas, mas adquiram vocês, juntos, o que querem para sua casa. Esse gesto já mostra a união do casal se esforçando para obter bens em comum, pois a vida de um casal para dar certo precisa ter partilha, e também parceria e união em tudo.

Ah! Não casem sem ter emprego. Não há nada pior que começar uma vida a dois dependendo de favores dos outros. Se ambos estiverem empregados, melhor; se não, pelo menos o marido. Isso não é machismo, é o mínimo de segurança, pois o fator financeiro é uma das causas primordiais das desavenças entre os casais. Certifiquem-se também se estão bem de saúde, se têm plano de saúde. Tudo bem que vocês vão jurar perante o altar que serão fiéis um ao outro na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, mas se puderem se precaver, é melhor.

Quanto ao planejamento dos filhos, pensem nisso para poder oferecer o melhor para eles, mas se vocês estão bem de saúde e assegurados, estão empregados e com casa própria, os filhos, se vierem, serão bênçãos, não precisando, portanto, ter tanta preocupação em planejá-los. Deus proverá se você fizer a sua parte.

Pe. José Carlos Pereira

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