Maria: discípula e construtora do Reino

Ao falar do Reino de Deus, faz-se necessário apresentar a figura de Maria, mãe de Jesus, uma discípula fiel ao projeto de Deus. Pelo seu “sim” o projeto de Deus em instaurar um reino foi inaugurado, pois a escolhida deu à luz o Verbo Divino. Ela é sinal de esperança e consolação para o povo, pois traz ao mundo aquele que vai anunciar o Reino.

Como discípula, nota-se claramente que Maria foi um a mulher presente e ativa. Um fato concreto é o ato relatado por Lucas após a anunciação, ela vai servir. Isso é algo de alguém que tem consciência da importância do serviço e ela, como discípula, vai até sua prima Isabel para cuidar dela. Isso não é mérito de Maria, mas o entendimento de sua missão, pois o seu “sim” ecoa forte e sem dúvida, cheio de generosidade. 

Disponível a Deus, Maria une a liberdade com a vontade, portanto, torna-se uma figura fundamental na construção do Reino, isso porque é aquela que melhor compreendeu a vontade de Deus a seu respeito e assim pode-se compreender a realização da Igreja, que tem como missão continuar o legado deixado por Jesus. Por meio dela pode-se ver o plano de Deus para todos seus filhos e filhas, pois ela, como discípula construtora do Reino de Deus, é modelo que impulsiona para uma vida testemunhada na fé, esperança e caridade, sinalizando assim a sua realização. 

Bento XVI, na Encíclica Deus Caritas Est, afirma que Maria “é uma mulher de esperança que apenas crê nas promessas de Deus e espera a salvação” e na Encíclica Spe Salvi ele diz que Maria é a “estrela de esperança” que conduz ao Cristo, sol que ilumina toda a história. 

Por fim, Maria é modelo de discípula construtora do Reino de Deus, tornando-se um sinal autêntico de esperança para todas as pessoas que aderem, com fé, ao projeto de Deus deixado por Jesus Cristo.

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