A Festa da Divina Misericórdia e São João Paulo II: A Misericórdia une Deus e o ser humano

Celebrada todos os anos no segundo domingo de Páscoa, a Festa da Divina Misericórdia foi instituída pelo Papa João Paulo II no ano 2000 e é uma oportunidade para os fiéis prestarem homenagem à Misericórdia Divina e viverem a experiência da misericórdia de Deus no dia a dia.

A Festa tem suas raízes nas revelações de Jesus a Santa Faustina Kowalska, religiosa polonesa que recebeu, por volta dos anos 1930, mensagens contínuas de Jesus e as escreveu em um diário de 600 páginas. Nesses textos, ela reforçou a mensagem de que o mundo precisava e continuará sempre precisando da misericórdia de Deus.

Esse movimento deu origem à Hora da Misericórdia, momento em que cristãos e não cristãos dedicam alguns minutos do dia para se conectar com Deus por meio de uma oração repetitiva como, por exemplo, o rosário.

Realizada diariamente às 15 horas, a Hora da Misericórdia marca a reflexão sobre a Paixão de Cristo e a infinita misericórdia de Deus. Ela também foi iniciada por Santa Faustina, que foi instruída durante suas revelações a divulgá-la como um meio de pedir a misericórdia divina, e a prática se tornou parte da devoção católica.

‘Misericórdia é lei!’

Em 2015, o Papa Francisco publicou uma bula papal durante o Jubileu da Misericórdia. No texto, ele afirma que a misericórdia é “fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro”.

O Pontífice considerou a misericórdia como lei fundamental para o bem viver. “É a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado”, escreve.

São João Paulo II, por sua vez, recordou em sua carta encíclica “Sobre a Misericórdia Divina”, escrita em 1980, que “Deus é Pai, amor e misericórdia e que as parábolas são essenciais para compreender a misericórdia de Deus”.

“Jesus faz da mesma misericórdia um dos principais temas da sua pregação. Como de costume, também neste ponto ensina antes de mais em parábolas, porque exprimem melhor a própria essência das coisas. Basta recordar a parábola do filho pródigo, ou a parábola do bom samaritano, ou ainda, por contraste, a do servo sem compaixão”, recordou.

Ele salienta, ainda, que a mentalidade contemporânea, talvez mais do que aquela do passado, parece opor-se ao Deus de misericórdia e, além disso, tende a separar da vida e negar a própria ideia da misericórdia. “A palavra e o conceito de misericórdia parecem causar mal-estar no ser humano, o qual, graças ao enorme desenvolvimento da ciência e da técnica, nunca verificado na história, se tornou senhor da Terra, a subjugou e a dominou. Tal domínio sobre a Terra, entendido por vezes de forma unilateral e superficial, parece não deixar espaço para a misericórdia”, explica São João Paulo II.

Perdão, humildade e caridade

Julio Araujo Silva Figueredo Neto, conhecido como Diácono Julio Neto, é membro da Comunidade Aliança de Misericórdia há 25 anos e participou do retiro fundacional da comunidade. Responsável pelo Departamento de Comunicação da Aliança de Misericórdia, ele atua também como evangelizador por meio de pregações em várias partes do Brasil e no exterior.

O missionário recordou que a Festa da Divina Misericórdia tem, sim, suas bases muito fortes nas revelações recebidas por Santa Faustina e sua experiência mística com Jesus Misericordioso. Ele citou também o Ano Jubilar, proclamado pelo então Papa João Paulo II em 2000, mas completou: “Mais do que proclamar um Jubileu, o Papa ligou de uma forma muito direta a própria encarnação do Verbo de nosso Senhor Jesus Cristo como esse grande sinal da misericórdia de Deus, um tempo de penitência”.

Para Julio, o Ano Jubilar é, acima de tudo, “um tempo que nos ajuda a viver a penitência, mas no sentido, principalmente, do perdão. Do perdão das dívidas, do perdão dos pecados”.

Ele contou também que esteve na Polônia e chegou a concelebrar no Santuário da Divina Misericórdia e no Santuário de São João Paulo II: “Pude compreender melhor, estando lá, a história de Santa Faustina e como ela viveu, de fato, a sua santidade, num caminho de muita humildade, de muita simplicidade. Santa Faustina era uma irmã consagrada muito simples, estava sempre entre os trabalhos mais humildes”.

“É bom e importante ressaltar que, para receber, experimentar, viver a misericórdia, é preciso ter a humildade e abrir o coração, porque a misericórdia de Deus vem ao encontro da miséria humana”, disse Julio.

Inspirado pelo Papa, Julio afirma que uma das faces do rosto da misericórdia é a caridade: “A caridade que nos leva a conduzir a misericórdia para as outras pessoas, porque nós experimentamos também dessa misericórdia, e essa misericórdia é levada aos nossos irmãos”.

“Ser um rosto da misericórdia é ter a coragem de ir ao encontro do sofrimento do outro: do sofrimento físico, mental, psíquico, emocional, do sofrimento e da dificuldade de não ter o que comer, o que vestir, onde dormir, de ter uma casa. Ir ao encontro do sofrimento do outro é um encontro com aquele que sofre, no mais profundo sentido bíblico da palavra ‘pobre’”, enfatizou Julio.

A Hora da Misericórdia

Eterno Pai, eu vos ofereço o corpo e o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo. Pela sua dolorosa paixão que tem de misericórdia de nós e do mundo inteiro.

Segundo a promessa de Jesus a Santa Faustina, exatamente às três da tarde, as comportas do céu se abrem: a Hora da Divina Misericórdia marca, simbolicamente, o momento em que Jesus dá a vida por nós na cruz.

Julio, missionário da Comunidade Aliança de Misericórdia, explica que, para ele, a melhor forma de viver esse momento da Hora da Misericórdia é concentrar-se diante de Jesus Misericordioso, seja pela reza do Terço da Misericórdia, seja colocando-se diante da cruz ou mesmo de alguma representação de Jesus Misericordioso.

“Jesus definitivamente nos liberta da escravidão da morte e nos dá a vida. Então, rezar o Terço da Divina Misericórdia, viver a Hora da Misericórdia, é contemplar com alegria, amor e profundidade o mistério salvífico de nosso Senhor Jesus Cristo, que derrama sobre nós o sangue e a água, que fazem com que possamos contemplar, lembrar e saber que Ele é o Senhor que deu a vida por nós”, disse Julio.

Para Vanessa dos Santos Tinelli, também missionária de vida da Aliança de Misericórdia e diretora social, no instante da Hora da Misericórdia, “todos somos chamados a pedir misericórdia para o mundo inteiro. A oração do Terço da Misericórdia, a meditação da Paixão de Cristo e os atos concretos de amor são formas poderosas de viver esse momento de graça”.

“Mas não paramos na oração” – continua ela – “buscamos fazer dessa súplica um compromisso de vida. Quando acolhemos um irmão em situação de rua, quando olhamos nos olhos de um pobre sem medo ou preconceito, quando nos doamos sem reservas, estamos estendendo a misericórdia que brota do coração de Cristo. Ser misericórdia é se aproximar sem medo, ouvir sem pressa, amar sem medidas”.

Dicas para viver melhor A Hora da Misericórdia (às 15h), segundo São João Paulo II e Santa Faustina: 

  1. A oração e a confiança na misericórdia

Recorrer à misericórdia de Deus com total confiança, rezando o Terço da Misericórdia ou fazendo um breve ato de amor e entrega. Ao olhar para a cruz, meditar sobre o sacrifício de Jesus e pedir graças não apenas para si, mas para o mundo inteiro.

  1. A união com Cristo na cruz

São João Paulo II ensinou que a misericórdia não é apenas algo a ser pedido, mas também um chamado à transformação interior. Unir-se espiritualmente à dor e ao amor de Jesus, oferecendo a Ele dificuldades, sofrimentos e intenções pela salvação do mundo.

  1. A misericórdia em ação

A misericórdia é a resposta ao sofrimento do mundo. Por isso, a Igreja convida todos a praticarem obras de misericórdia, ajudando os necessitados.

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