“Ressuscitou verdadeiramente o Senhor, e já apareceu a Simão. E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como por eles foi reconhecido no partir do pão.”
(Lc 24,34-35)
“Vitorioso, ressuscitou
E, após três dias, à vida Ele voltou.
Ressuscitado, não morre mais,
Está junto do Pai, pois Ele é o Filho eterno.
Mas Ele vive em cada lar
E onde se encontrar um coração fraterno.”
(Padre Zezinho)
A Páscoa de Cristo é o centro da nossa fé cristã. A ressurreição de Jesus não foi apenas um acontecimento do passado, mas a prova de que o amor de Deus é mais forte do que a morte e continua agindo em nossa vida e história. O Pai, em sua misericórdia e poder, ressuscitou Cristo para mostrar ao mundo a sua glória e dar sentido à nossa vida e à nossa fé. Como nos lembra São Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e é vã a vossa fé.” (1Cor 15,14)
Já no início da Igreja, os seguidores de Cristo — os homens e mulheres do Caminho, como eram conhecidos — testemunharam essa grande verdade. Pedro proclamou com coragem: “Foi esse Jesus que Deus ressuscitou, e todos nós somos testemunhas disso.” (At 2,32). Eles viram o Senhor vivo, caminharam com Ele, ouviram sua voz. E essa experiência transformou suas vidas. A ressurreição também precisa transformar a nossa vida hoje, assim como mudou a vida dos primeiros cristãos. Não podemos viver como se tudo terminasse aqui. Em Cristo, Deus nos chama para algo maior!
A ressurreição foi a força que mobilizou os cristãos. Ela deu coragem aos discípulos para anunciar Cristo, mesmo diante da perseguição, da rejeição e, muitas vezes, à custa da própria vida. Eles não podiam mais conter a alegria de saber que a morte foi vencida, de que seu Senhor estava vivo. O Cristo ressuscitado não estava mais restrito a um tempo ou a um espaço; Ele estava presente em toda parte. Sua presença se fazia sentir na pesca do dia a dia, no partir do pão, na partilha da Palavra, na caminhada para Emaús e no coração de todos os que fizeram a experiência viva da ressurreição.
A Páscoa é um convite à renovação. Cristo venceu a morte para que também possamos vencer tudo aquilo que nos afasta d’Ele. Como diz São Paulo: “Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto.” (Cl 3,1). É tempo de abandonarmos tudo o que pesa: o desânimo, o medo, as angústias. É tempo de ressuscitarmos a esperança, a fé, a alegria de viver e de amar.
Neste ano de 2025, a Igreja celebra o Jubileu da Esperança, um tempo especial de graça e renovação espiritual. A ressurreição de Cristo nos convida a viver essa esperança jubilar com intensidade. Assim como os primeiros cristãos foram impulsionados pela certeza do Cristo vivo, também nós somos chamados a renovar nossa fé e nosso compromisso com o Evangelho. Somos o povo da ESPERANÇA. O Jubileu nos lembra que a misericórdia de Deus é infinita e que, por meio da ressurreição, temos a garantia de que o amor divino triunfa sobre todo o mal.
A ressurreição de Jesus nos assegura que a morte não tem a última palavra. Ele mesmo nos prometeu: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” (Jo 11,25). Essa promessa nos enche de esperança! Nós também somos chamados a ressuscitar um dia e a viver para sempre com Deus.
Nesta Páscoa, deixemos Cristo transformar nossos corações. Que possamos abandonar o que nos prende e abraçar a novidade de vida que Ele nos oferece. Que a alegria da ressurreição nos dê força para vivermos com mais amor, mais esperança e mais fé.
Cristo ressuscitou! Verdadeiramente ressuscitou! Aleluia!