Coração de Maria, forja de discípulos e missionários

LUGAR ONDE A FÉ SE CONFIGURA COMO SEGUIMENTO E ENVIO, FORMANDO DISCÍPULOS QUE PARTICIPAM DA MISSÃO DE CRISTO E SÃO ENVIADOS AO MUNDO.

Preâmbulo

Como vamos refletir sobre a forja do coração de Maria, recordo, no início desta reflexão, o que Claret fala sobre ele em seus Escritos espirituais: o coração de Maria é imaculado, puríssimo, castíssimo, humildíssimo e santíssimo. É um coração que reúne muitas propriedades: foi membro vivo de Cristo pela fé e pela caridade e manancial do qual Cristo tomou a humanidade; foi templo do Espírito e mais que templo, pois o Espírito forjou a humanidade de Cristo em seu sangue; é o trono no qual se dispensam todas as graças. É também o centro das recordações e meditações de Maria, como indica o Evangelho de Lucas¹ e como corresponde à própria natureza do amor; é instrumento da vontade, que opta, decide e leva a agir; é manancial de força apostólica; é a cópia exata do coração de Jesus².

Acredito também que precisamos recordar, neste preâmbulo, o que nos falam os documentos da congregação quando apresentam nossa filiação mariana. Tomo como referência a síntese apresentada pelo Plano geral de formação da congregação: “Esta filiação não é somente um título, mas uma dimensão existencial de nosso ser e existir de missionários. É um dom do Espírito Santo para ser vivido e experimentado, que configura nosso interior e o dinamiza em ordem à missão apostólica”³.

Recordo também três afirmações feitas pelo Cardeal Aquilino Bocos Merino porque, de forma sintética, elas nos apresentam o objetivo principal de refletirmos sobre a importância da forja do coração de Maria em nossas vidas de missionários consagrados ou leigos: para Santo Antônio Maria Claret, a devoção ao coração de Maria implicava uma autêntica espiritualidade evangélica e um sério compromisso apostólico; somos missionários, consagrados ou leigos, animados pela caridade que se alimenta no “fogo” ardente do coração de Maria; uma comunidade paroquial animada e acompanhada por missionários claretianos deve ter no coração de Maria o modelo de discipulado que escuta a Palavra de Deus, coloca-a em prática e a anuncia com presteza.

Por último, mas não menos importante, sugiro que, ao lerem esta pequena reflexão, procurem ter presente na mente e no coração o itinerário de fé de Maria, marcado por experiências de escuridão, dor e abandono, mas, principalmente, de confiança na Palavra de Deus. Nesse itinerário, vemos com clareza um duplo movimento do coração de Maria: um em direção ao seu Filho e outro em direção aos homens.

Não nos esqueçamos também de sua presença em Pentecostes, pois é no sopro do Espírito Santo, que em certos momentos é impetuoso e, em outros, brisa suave, que nossa ação evangelizadora encontra vitalidade e dinamismo. Não podemos compreender a forja do coração de Maria sem a presença e a ação transformadora do Espírito Santo. Claret já entendia assim.

O coração da Mãe, que esteve presente e acompanhou os primeiros passos da Igreja primitiva, continua presente, como “sede do Espírito Santo”, acompanhando e acalentando nossos sonhos missionários.

 

Desenvolvimento do tema

Claret utilizava várias imagens para se referir à sua ação apostólica e à de seus missionários. Apresento aqui três dessas imagens: ser uma flecha nas mãos de Maria, ser os braços e os seios maternos de Maria. Em relação à imagem dos braços, assim nos fala Claret: “Os filhos da congregação são os braços de Maria, que com seu zelo conduzirão todos a Maria: os justos para que perseverem na graça e aos pecadores, para que se convertam”⁴.

Claret, observando as características de alguns animais, como o galo, o burro e o cachorro, intuiu que elas poderiam ajudá-lo no desenvolvimento de seu apostolado. Vejamos o que ele fala sobre cada um desses animais.

O galo: “O galo defende seu território quando o gavião ou outro animal vem para atacar. Devo defender as almas que o Senhor me confiou contra os gaviões dos vícios, erros e pecados”⁵.

O burro: “Jesus montou num burrinho ao entrar triunfalmente em Jerusalém. Também eu me ofereço alegremente a Jesus a fim de que se valha de mim para entrar nas almas convertidas e nos povoados, triunfando dos inimigos: mundo, demônio e carne. Que fique bem claro: as honras e os louvores que me forem tributados não serão para mim, que sou o burrinho, mas para Jesus, cuja dignidade levo, ainda que indigno”⁶.

O cachorro: “O cachorro é um animal fiel e constante companheiro do seu dono, que nem a pobreza nem o trabalho o separam dele. A mesma fidelidade e constância devem ligar-me ao meu Senhor Jesus Cristo e conservar-me no meu serviço”⁷.

Fez também uso de alegorias, como a do tecelão e, especialmente, a da forja, objeto desta reflexão. Claret afirma em sua Autobiografia: “Ó Virgem e Mãe de Deus, mãe e advogada dos pobres e infelizes pecadores! Bem sabeis que sou vosso filho e ministro, formado por vós mesma na frágua de vossa misericórdia e amor. Sou como uma flecha colocada em vossa mão poderosa”⁸.

Essa alegoria, diferentemente das outras, está intimamente ligada à formação espiritual de Claret. Depois de pedir a Jesus o dom do amor e de designar Maria como mãe do divino amor, reza assim: “Ó coração de Maria, forja e instrumento do amor, inflamai-me no amor de Deus e ao próximo”⁹. Sem dúvida, Maria aparece como uma poderosa influência na vida espiritual de Santo Antônio Maria Claret e em sua ação apostólica.

 

A forja do Coração de Maria

Quando falamos da forja, fazemos alusão às chamas que envolvem o coração e que são representadas nas imagens e pinturas que retratam o coração de Maria. O coração flamejante de Maria simboliza o amor ardente e apaixonado que a Virgem Maria tem por seu Filho, Jesus Cristo, e por toda a humanidade.

Esse fogo é uma expressão da intensidade do amor maternal de Maria, que arde em compaixão, misericórdia e desejo de redenção por seus filhos.

 

A forja do Coração de Maria na espiritualidade e na ação apostólica de Claret

Começo este tópico da reflexão recorrendo à seguinte afirmação de Claret: “Se queremos ser os prediletos de nossa mãe celestial, sejamos pequenos, ou seja, humildes e simples de coração. Os filhos pequenos são os que buscam e necessitam mais do apoio de suas mães; os maiores, apenas os solicitam”¹⁰. Essa afirmação de Claret parece-me muito assertiva quando dizemos que devemos nos deixar formar na forja do Coração de Maria.

Para nos deixarmos formar ou modelar pelo fogo do coração de Maria, precisamos ser humildes; precisamos ser pequenos. Lembremos aqui a passagem da anunciação do nascimento de Jesus. Maria não fez outra coisa senão se deixar moldar pelo fogo da vontade do Senhor, ao afirmar com toda a sua liberdade afetiva e efetiva: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”¹¹.

Sem humildade, não podemos fazer a experiência de ser “formados”, “moldados” no fogo do coração de Maria. Só se deixa consumir pelo fogo do amor transformador dele, na força do Espírito Santo, aquele que se faz efetivamente pequeno, portanto, a porta de entrada para essa “oficina de amor” tem um nome: humildade!

A forja do coração de Maria é aquele espaço, uma “oficina de amor”, onde somos “moldados”, pela ação do Espírito Santo, nas virtudes do coração de Maria, a “primeira discípula e missionária”. Nós nos configuramos com as virtudes dela para sermos bons missionários. Não poderia ser diferente, pois encarnamos em nosso ser e existir as virtudes que têm como fundamento um amor todo especial, o “amor maternal”, portanto, encarnamos virtudes geradoras de vida e esperança, virtudes nascidas do Evangelho.

O principal objetivo de frequentarmos a oficina da forja do coração de Maria e nela nos deixarmos modelar é nos prepararmos para um propósito maior: sermos, como missionários claretianos, consagrados ou leigos, verdadeiros “servidores da Palavra”.

Para deixar ainda mais clara essa íntima união entre nossa espiritualidade e nosso apostolado, lembremos o que nos fala o nosso Diretório: “A presença do coração de Maria em nossa espiritualidade dá ao nosso apostolado um selo de humildade, mansidão, ternura e amor materno”¹², portanto, deixarmo-nos moldar na forja do Coração de Maria tem, para nós, um duplo sentido: vida espiritual e vida apostólica.

Para terminar este tópico, apresento um texto extraído do nosso Plano geral de formação, que certamente pode nos ajudar a compreender um pouco mais o porquê da experiência da forja na vida de Claret e, consequentemente, na nossa: “Imitar o coração de Maria naquelas atitudes evangélicas nas quais se mostra como a primeira evangelizada e evangelizadora: sua fé, seu sentido de louvor e de ação de graças, sua atitude de escuta e disponibilidade, sua interioridade, sua sensibilidade diante das necessidades do povo, especialmente os mais pobres, sua solidariedade na dor e na esperança”¹³.

 

Na forja do Coração de Maria somos “modelados”¹⁴ pelas suas virtudes¹⁵

Partindo da total disponibilidade de Maria à vontade do Pai, expressa em seu “sim”¹⁶, podemos afirmar que, na perspectiva da espiritualidade, se assim podemos chamar, da “teologia espiritual claretiana”, destacam-se as virtudes marianas que serão apresentadas a seguir.

  • Fé e confiança inabalável: “Feliz de Ti, que acreditaste”¹⁷, diz-lhe Isabel. Maria é a crente por excelência; nela, a fé, a obediência e a confiança caminham juntas.
  • Acolhida da Palavra: o coração de Maria é descrito no documento do 26º Capítulo Geral como um terreno fértil onde a Palavra de Deus é acolhida, atesourada, refletida, cumprida e proclamada¹⁸. Maria vive o que podemos chamar de “dinâmica de acolhida da Palavra de Deus”. Ela fala e pensa com a Palavra de Deus; esta se torna palavra dela e a sua palavra nasce da Palavra de Deus. Além disso, fica patente que seus pensamentos estão em sintonia com os de Deus e que o querer dela é um querer juntamente com Deus. Vivendo intimamente permeada pela Palavra de Deus, ela pôde tornar-se mãe da Palavra encarnada¹⁹.
  • Profunda humildade²⁰: Maria reconhece a si mesma como serva, permitindo que Deus realize grandes obras por meio dela. “Não deseja ser mais nada senão a serva do Senhor²¹. Sabe que contribui para a salvação do mundo, não realizando uma sua obra, mas apenas colocando-Se totalmente à disposição das iniciativas de Deus”. O Papa Francisco descreve a humildade de Maria como “sempre pequena, altruísta e livre de ambição”. Sua humildade não é fraqueza, mas uma virtude tão forte quanto uma rocha.
  • Caridade fervorosa e amor materno²²: seu coração arde de amor a Deus e é misericordioso para com todos os homens, agindo como intercessor: “No Evangelho de Lucas, encontramo-la empenhada num serviço de caridade à prima Isabel, junto da qual permanece ‘cerca de três meses’ assistindo-a na última fase da gravidez”; “Enfim, Maria é uma mulher que ama. E como poderia ser de outro modo? Enquanto crente que na fé pensa com os pensamentos de Deus e quer com a vontade de Deus, ela não pode ser senão uma mulher que ama. Isso mesmo o intuímos nós nos gestos silenciosos que nos referem os relatos evangélicos da infância. Vemo-lo na delicadeza com que, em Caná, dá-se conta da necessidade em que se acham os esposos e apresenta-a a Jesus. Vemo-lo na humildade com que ela aceita ser transcurada no período da vida pública de Jesus, sabendo que o Filho deve fundar uma nova família e que a hora da mãe chegará apenas no momento da cruz, que será a verdadeira hora de Jesus (cf. Jo 2,4; 13,1). Então, quando os discípulos tiverem fugido, Maria permanecerá junto da cruz (cf. Jo 19,25-27); mais tarde, na hora de Pentecostes, serão eles a juntar-se ao redor d’Ela à espera do Espírito Santo (cf. At 1,14)”. Aqui, também não podemos deixar de citar a ternura e o cuidado de Maria, virtudes tão queridas por Claret e colocadas em prática em seu apostolado.
  • Contemplação e discernimento: o coração de Maria guarda e pondera os acontecimentos, buscando compreender a ação divina em sua vida. Por essa razão, podemos afirmar que o silêncio de Maria não foi isolamento, mas profundo comprometimento com Deus e com a humanidade. De sua contemplação e de seu consequente discernimento, o amor de Deus se fez carne e habitou entre nós. Aqui, também não podemos deixar de citar a importância do silêncio na vida de Maria. Um exemplo de força, especialmente aos pés da cruz, sustentando a alma com silêncio e união ao sofrimento de Jesus. Não pode haver verdadeiro discernimento sem contemplação e “silêncio de amor”.
  • Pureza de coração: o coração de Maria viveu em profunda e total harmonia com a vontade de Deus. Seu coração foi livre de todas as manifestações da força destrutiva do egoísmo.

Acredito que todos nós, missionários consagrados ou leigos, temos uma relação pessoal com o coração de Maria, uma relação que vai além da dimensão “institucional”. Por esse motivo, sugiro que cada um acrescente às seis virtudes citadas aquelas que são fruto da própria experiência espiritual com o coração de Maria, portanto, atrevo-me a dizer que nossa experiência da forja pode e deve ir além da experiência institucional, pois o Espírito sopra onde quer.

 

A modo de conclusão

Ao fim desta despretensiosa reflexão, gostaria de partilhar com todos vocês dois textos que podem nos ajudar a compreender ainda mais quão profunda deve ser a nossa experiência na forja do coração de Maria. O primeiro é da Exortação apostólica Evangelii Gaudium e o segundo, da Constituição dogmática Lumen Gentium. Vamos aos textos a seguir:

  • “Há um estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja. Porque sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. Nela, vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentir importantes. Fixando-a, descobrimos que aquela que louvava a Deus porque ‘derrubou os poderosos de seus tronos’ e ‘aos ricos despediu de mãos vazias’ (Lc 1,52-53) é a mesma que assegura o aconchego dum lar à nossa busca de justiça. E é a mesma também que conserva cuidadosamente ‘todas estas coisas ponderando-as no seu coração’ (Lc 2,19). Maria sabe reconhecer os vestígios do Espírito de Deus tanto nos grandes acontecimentos como naqueles que parecem imperceptíveis. É contemplativa do mistério de Deus no mundo, na história e na vida diária de cada um e de todos. É a mulher orante e trabalhadora em Nazaré, mas é também nossa Senhora da prontidão, a que sai ‘à pressa’ (Lc 1,39) da sua povoação para ir ajudar os outros. Esta dinâmica de justiça e ternura, de contemplação e de caminho para os outros faz dela um modelo eclesial para a evangelização. Pedimos-lhe que nos ajude, com a sua oração materna, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos, e torne possível o nascimento dum mundo novo”²³;
  • “Embora a Igreja tenha alcançado a perfeição na Bem-aventurada Virgem, em virtude da qual ela é imaculada e sem ruga (cf. Ef 5,27), os fiéis ainda se esforçam para crescer em santidade, vencendo totalmente o pecado, e por isso elevam os olhos para Maria, que resplandece como modelo de virtude para toda a comunidade dos eleitos. A Igreja, meditando devotamente sobre ela e contemplando-a à luz do Verbo encarnado, cheia de reverência, penetra mais profundamente no supremo mistério da encarnação e torna-se cada vez mais semelhante ao seu Esposo. Pois Maria, que pela sua íntima participação na história da salvação reúne em si e reflete de certo modo as supremas verdades da fé, quando é proclamada e venerada, atrai os fiéis ao seu Filho, ao seu sacrifício e ao amor do Pai. A Igreja, por sua vez, glorificando a Cristo, torna-se mais semelhante ao seu modelo sublime, progredindo continuamente na fé, na esperança e na caridade, e buscando e obedecendo à vontade divina em todas as coisas. Por isso, a Igreja, em sua obra apostólica, olha com razão para aquela que deu à luz a Cristo, concebido pelo Espírito Santo e nascido da Virgem, para que também Ele possa nascer e crescer pela Igreja nas almas dos fiéis. A Virgem Maria foi, em sua vida, um exemplo desse amor materno com o qual todos aqueles que, na missão apostólica da Igreja, cooperam na regeneração da humanidade devem ser animados”²⁴.

Gostaria de pedir a todos os membros de nossas comunidades paroquiais, cmf [Filhos do Imaculado Coração de Maria] e leigos, que elevemos ao Senhor uma grande ação de graças por nos ter dado o coração de Maria, forja de amor, como lugar onde a fé se configura como seguimento e envio, formando cada um de nós como discípulos que participam da missão de Cristo e são enviados ao mundo.

Demos graças por ser também um coração repleto de misericórdia; um coração simples e puro, digno de ser chamado de “arca da nova aliança”; um coração forte e vigilante, capaz de suportar a “espada de dor” e de esperar contra toda esperança pela manhã da ressurreição; um coração sensível para captar as necessidades dos pobres e dos que sofrem: “eles não têm mais vinho”²⁵; por ser um coração de mãe e, portanto, um refúgio de esperança e ternura ou, como costumamos dizer, um porto seguro.

Que o coração de Maria infunda em nossos corações missionários sua capacidade de assombro e acolhida, sua abertura e disponibilidade para viver a fé e cumprir a vontade do Pai, sua sensibilidade para descobrir as necessidades dos demais e estar prontos a ajudá-los e sua fortaleza para permanecermos de pé diante das “noites escuras da nossa fé” e de nossa ação missionária e pastoral.

 

Para reflexão pessoal

Nosso irmão Maximino Cerezo Barredo nos presenteou com esta belíssima e significativa pintura da “forja do coração de Maria”:

  • Reserve um tempo em seu dia ou em sua semana para contemplar e meditar a partir dessa obra de arte. Faça uma lista dos elementos da experiência da forja que você consegue identificar na pintura de Cerezo. Reflita um pouco sobre cada um desses elementos;
  • Agora, como missionário consagrado ou leigo, revise como está sua vivência das virtudes marianas, principalmente aquelas apresentadas nesta reflexão. Quais virtudes tenho conseguido colocar em prática em meu apostolado? Quais ainda não tenho conseguido viver? Por que não consigo vivê-las?
  • Peça ao Espírito Santo, o único capaz de fazer novas todas as coisas, a graça de continuar frequentando a forja do coração de Maria e nela se deixar modelar e formar nas virtudes mais necessárias para seu ministério e apostolado como missionário claretiano.

No coração de Maria.

 

Notas:

¹Evangelho de São Lucas 2,19.51.

²SAN ANTONIO MARÍA CLARET. Escritos espirituales, 498, 499, 500, 501 e 503.

³Plan General de Formación, 112.

⁴LOZANO, J. M. Un místico de la acción.

⁵CLARET, Santo Antônio Maria. Autobiografia, 665.

⁶CLARET, Santo Antônio Maria. Autobiografia, 669.

⁷CLARET, Santo Antônio Maria. Autobiografia, 670.

⁸CLARET, Santo Antônio Maria. Autobiografia, 270.

⁹CLARET, Santo Antônio Maria. Autobiografia, 477.

¹⁰CLARET, Santo Antônio Maria. Escritos espirituais, 495.

¹¹Evangelho de São Lucas 1,38.

¹²Diretório, 33.

¹³Plan General de Formación 2000, 115, c.

¹⁴Também podemos usar aqui a expressão “configurados”.

¹⁵Aqui são apresentadas apenas as virtudes que mais influenciaram a vida espiritual e apostólica de Claret.

¹⁶Evangelho de São Lucas 1,38.

¹⁷Evangelho de São Lucas 1,45.

¹⁸Querida congregação, 51 e 52b.

¹⁹Para aprofundar essa virtude do coração de Maria, tão cara para nós, sugere-se uma leitura atenta da reflexão intitulada “María, modelo de acogida de la Palabra”, de Pablo Largo, cmf, presente no caderno de meditações Soñando con Dios: querida congregación. Misioneros Claretianos, Roma, 2024.

²⁰Os textos citados no comentário desta virtude mariana foram extraídos da Encíclica Deus Caritas Est, 41.

²¹Cf. Evangelho de São Lucas 1,38.48.

²²Os textos citados no comentário desta virtude mariana foram extraídos da Encíclica Deus Caritas Est, 41.

²³FRANCISCO, Papa. Exortação apostólica Evangelii Gaudium, 288.

²⁴CONCÍLIO VATICANO II. Constituição dogmática Lumen Gentium, 65.

²⁵Evangelho de São João 2,3.

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