Vamos falar sobre o tétano?

O tétano é uma doença infecciosa grave causada pela bactéria Clostridium tetani que afeta o sistema nervoso e provoca rigidez e espasmos musculares. A bactéria entra no organismo por ferimentos na pele, cortes sujos, queimaduras ou tecidos necrosados, muitas vezes contaminados com terra, poeira ou objetos enferrujados. O tétano não é contagioso, mas pode ser grave, especialmente em pessoas não vacinadas.

Os sintomas aparecem geralmente entre três e 21 dias após a exposição e incluem rigidez muscular, dificuldade para abrir a boca (trismo), dor intensa, espasmos involuntários, suor excessivo, febre, sensibilidade à luz ou barulhos e aceleração do batimento cardíaco. No caso de bebês, o tétano neonatal pode surgir logo nos primeiros dias de vida, com falha na sucção, irritabilidade, choro fraco, rigidez generalizada e dificuldade respiratória.

O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas, histórico de ferimentos e vacinação e pode ser complementado por exames laboratoriais. O tratamento é hospitalar, conduzido por infectologistas, e inclui antibióticos, imunoglobulina antitetânica, sedativos para controlar espasmos, bloqueadores neuromusculares em casos graves, cuidados de suporte, fisioterapia e limpeza da ferida.

Existem quatro tipos de tétano: generalizado, localizado, cefálico e neonatal. O tétano generalizado é o mais comum e grave, podendo comprometer a respiração. O tétano localizado afeta apenas a região do ferimento e o cefálico envolve nervos cranianos. O neonatal ocorre em recém-nascidos, geralmente devido a parto sem higiene adequada ou corte do cordão umbilical com instrumentos contaminados.

A prevenção é feita com vacinação em dia. Bebês recebem a pentavalente e DTP e adolescentes e adultos devem manter reforços periódicos com dT ou dTpa, especialmente gestantes. Evitar ferimentos contaminados, higienizar corretamente cortes e buscar atendimento médico imediato são medidas essenciais para prevenir complicações graves como pneumonia, fraturas por espasmos ou lesões cerebrais por falta de oxigênio. Com diagnóstico e tratamento precoces, o tétano tem cura e o prognóstico melhora significativamente.

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