Como ser “Todynho” de Maria

Quando alguém me pergunta “Matheus, o que significa ser “todynho” de Maria?”, eu costumo responder com humor: é quando o Espírito Santo agita o nosso coração, e a gente entende que ser de Maria é ser cheio d’Aquele que a encheu primeiro.

Mas antes de sair gritando “sou “todynho” de Maria” por aí, é bom entender o que a Igreja ensina sobre ela. Existem quatro dogmas marianos — quatro verdades que não são opcionais, são parte essencial da fé católica. E quando a gente entende esses dogmas, a gente se torna verdadeiramente mariano, não só de camiseta, mas de coração.

O primeiro é o da Maternidade Divina: Maria é Mãe de Deus. Não porque ela criou Deus, mas porque o Filho que ela gerou é Deus. O “sim” de Maria fez o Verbo se encarnar. Ela é o primeiro sacrário vivo. Ser “todynho” de Maria é também dizer o nosso “faça-se”, e deixar Deus nascer nas pequenas coisas do nosso dia.

O segundo é o da Virgindade Perpétua. Maria foi, é e sempre será virgem — antes, durante e depois do nascimento de Jesus. É o sinal de que o que aconteceu nela foi obra do Espírito Santo. Quem é “todynho” de Maria busca também viver a pureza do coração, não apenas nas ações, mas nas intenções.

O terceiro é o da Imaculada Conceição: Maria foi concebida sem pecado original. Desde o primeiro instante, ela foi preservada da mancha do pecado por mérito da cruz do Filho que ainda viria. Isso mostra que Deus prepara tudo com amor. Ser “todynho” de Maria é acreditar que a graça sempre chega antes da queda — e que o pecado nunca tem a última palavra.

E o quarto é o da Assunção de Maria ao Céu: no final da vida, ela foi elevada em corpo e alma à glória celestial. É a prova de que o destino de quem é fiel é o Céu. Ser “todynho” de Maria é viver com o olhar lá em cima, sabendo que essa terra é passagem e que o nosso lar é o Paraíso.

Ser “todynho” de Maria, portanto, não é ser fanático. É ser filho. É deixar-se educar por aquela que melhor soube seguir Jesus. É aprender com ela o caminho da obediência, da humildade e da alegria no Espírito.

Maria não rouba a glória de Cristo — ela a reflete. Ela não chama pra si — ela aponta: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. E é isso que eu quero viver e ajudar você a viver também.

Então, bora juntos? Porque ser “Todynho” de Maria é ser todo de Jesus.

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