Jesus nos chama

O mês de agosto, no itinerário litúrgico-catequético da Igreja, propõe a nós a temática da vocação. Durante esse período, há uma vocação específica para cada domingo. É um tempo favorável para o discernimento vocacional, tendo em vista que todos nós somos vocacionados a algo. Temos vocação; precisamos identificá-la, pois Deus nos dotou de dons e talentos que nos auxiliam nesse processo.

Como é sabido, a Igreja é constituída na diversidade de dons e carismas, fundamentada na fé dos apóstolos e na ação do Espírito Santo. Isso nos mostra quanto a Igreja colabora para que as pessoas tenham uma experiência profunda com Jesus Cristo e assim professem a fé católica, consolidando a opção por Ele e pelo seu Evangelho.

Quando há uma intimidade verdadeira, sincera e consistente com Jesus Cristo, o discernimento vocacional torna-se mais leve e a vocação a ser escolhida se revela com maior clareza; no entanto, é preciso compreender que Deus já nos escolheu antes mesmo de escolhermos qualquer vocação específica, pois Ele tudo sabe. Cabe a nós acolher o que Deus preparou para cada um, pois Ele quer nos oferecer o melhor, portanto, nossos corações precisam estar abertos para acolher.

Vivendo o Mês Vocacional somos convidados a adentrar o mais profundo do nosso interior, a mergulhar dentro de nós mesmos para compreender o que Deus deseja nos oferecer. Sabemos que Ele quer nossa felicidade e realização; basta, portanto, deixarmo-nos conduzir por Ele. Não precisamos ter medo. Ele nos chama e deseja uma resposta sincera e coerente, quer o nosso “sim” para a propagação do seu Reino.

Tenhamos coragem para responder ao chamado de Deus. Ele nos chama para uma vocação específica. Sejamos atentos e dóceis ao seu pedido, que pode ser o de constituir uma família; pode também ser o chamado à vida religiosa consagrada ou ao sacerdócio, missão de quem traz diariamente os sacramentos da Igreja para a santificação dos fiéis; o chamado também pode se direcionar a um ministério específico e temporário, como o de catequista.

Tem crescido muito o número de comunidades de vida. Essas comunidades, a partir de um carisma próprio, têm despertado diversas vocações para viver uma consagração específica.

Por fim, permitamos que Deus fale aos nossos corações e não tenhamos medo de responder ao seu chamado. O Reino precisa, mais do que nunca, do nosso “sim”. Não importa qual vocação será seguida, o que realmente importa é a nossa resposta, o “sim” para Deus. Lembremos sempre: para Deus, sempre o melhor.

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