Vocação sem idade: chileno é ordenado sacerdote aos 64 anos após quarenta anos de vida religiosa

Juan Alberto Daza Jara, chileno, foi ordenado sacerdote aos 64 anos, após uma longa caminhada de quarenta anos como irmão coadjutor na Obra de Don Orione. Natural de Laja, sua vocação nasceu em um ambiente simples de fé, influenciado pela avó e pelo testemunho de sacerdotes que o acompanharam desde jovem. Inspirado pelo exemplo de São Luís Orione, escolheu inicialmente a vida como irmão, dedicando-se ao serviço direto aos mais necessitados.

Ao longo de sua missão viveu plenamente essa vocação, inclusive assumindo a direção de um cotolengo [instituição filantrópica] que acolhe mais de cem idosos. Mesmo realizado, passou a ouvir, com o tempo, o incentivo de colegas e superiores para que considerasse o sacerdócio. Após um processo profundo de oração, discernimento e acompanhamento espiritual, reconheceu esse chamado como um passo a mais dentro da mesma entrega a Deus.

Depois de anos como diácono permanente e com a aprovação das autoridades eclesiásticas foi ordenado sacerdote em 21 de março de 2026, em Los Ángeles, no Chile. A celebração foi marcada por forte emoção, reunindo familiares, membros da congregação e amigos, sendo vivida por ele como uma experiência intensa de alegria e gratidão.

Hoje, ele continua seu trabalho com os idosos, agora também exercendo o ministério sacerdotal no atendimento pastoral. Sua história destaca que a vocação se constrói ao longo da vida e que não existe idade limite para responder ao chamado de Deus. Como mensagem, incentiva especialmente os jovens a não terem medo, a rezarem, a se deixarem acompanhar e a confiarem que Deus sustenta cada passo dado com generosidade.

FONTE: com informações de Aciprensa

O testemunho de Dom Gänswein sobre a renúncia de Bento XVI

Em entrevista para o documentário Francesco: cronache di un papato, dirigido por Ezio Mauro, Dom Georg Gänswein partilha um relato íntimo sobre a renúncia histórica de Bento XVI, ocorrida em 2013.

Secretário pessoal do Papa, Gänswein recorda com emoção o momento da despedida do Palácio Apostólico, sendo o último a sair e apagar as luzes, num gesto carregado de significado e tristeza. Ele também revela que soube da decisão meses antes, em 2012, reagindo inicialmente com incredulidade, enquanto o Papa já demonstrava firmeza na escolha.

O arcebispo reconhece que não percebeu, na época, a profundidade do discernimento interior vivido por Bento XVI. No dia do anúncio oficial, marcado pelo silêncio e pela leitura em latim, os cardeais foram surpreendidos por um gesto descrito como “um raio em céu sereno”.

Refletindo sobre o significado da renúncia, Gänswein destaca que o Papa revelou a dimensão humana do pontificado, mostrando que reconhecer os próprios limites também exige coragem. O testemunho evidencia a humildade e a consciência de Bento XVI, cujo gesto marcou profundamente a história recente da Igreja.

FONTE: com informações de Gaudium Press

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