Saiba tudo sobre vacinas

A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças e controlar epidemias. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 2 e 3 milhões de vidas são salvas por ano graças às vacinas. Elas funcionam estimulando o sistema imunológico a criar uma “memória imunológica” por meio da introdução de agentes infecciosos inativos ou enfraquecidos, permitindo ao corpo reagir rapidamente em caso de infecção real.

Mais do que proteção individual, a vacinação contribui para a saúde coletiva ao interromper a cadeia de transmissão de doenças. Existem dois tipos principais de vacinação: a de rotina, voltada para públicos específicos conforme a faixa etária, e as campanhas, voltadas para grupos em risco diante de surtos sazonais ou doenças específicas.

Entre os grupos prioritários estão crianças e idosos, que têm acesso gratuito a vacinas como BCG, tríplice viral, contra poliomielite, gripe, hepatites, meningite, pneumonia, HPV, entre outras. As vacinas podem ser classificadas em:

  • Atenuadas: com vírus vivos enfraquecidos;
  • Inativadas: com agentes mortos ou partes deles;
  • Polissacarídicas/conjugadas: feitas com cápsulas purificadas de bactérias;
  • RNA mensageiro (mRNA): tecnologia recente que ensina o corpo a produzir proteínas virais para ativar a resposta imune, sem causar infecção.

Vacinas como a pneumocócica e meningocócica são fundamentais para prevenir doenças graves como pneumonia, meningite e otite. Estão disponíveis em versões como VPC10, VPC13 e VPP23, além das meningocócicas B, C e ACWY. São indicadas desde os primeiros meses de vida até a terceira idade, especialmente em pacientes com comorbidades ou imunossuprimidos.

O calendário vacinal do Ministério da Saúde orienta sobre todas as vacinas disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive por meio dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

As vacinas são seguras, passam por testes rigorosos e não causam autismo. Mesmo doenças consideradas “leves”, como a catapora, podem gerar complicações. Embora algumas doenças estejam erradicadas é essencial manter a vacinação para evitar seu retorno.

A vacinação é uma responsabilidade coletiva e um investimento contínuo na saúde pública.

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